quarta-feira, 2 de junho de 2010

QUANDO TE CONHECI!

"Quando te conheci, houve um lugar, um tempo e um sentimento. O tempo ficou marcado. O lugar será sempre lembrado. E o sentimento, jamais terá terminado!"

O MINEIRO E O MAR ( POR DINAH SILVEIRA DE QUEIROZ )

Estou sabendo de uma historinha que bem valia um conto e feito por quem a narrou, o contista que anda arrebatando todos os prêmios dos concursos em que se inscreve: Edson Guedes de Morais. É um caso de mineiro. Trata de gente pobre e de filho que veio trabalhar no Rio, prosperou e um dia mandou uma carta ao pai:Meu pai: com a graça de Deus, posso dizer que já tenho economia suficiente para pretender realizar qualquer sonho seu. Minha maior felicidade estará em poder propor : que possa fazer para alegrá-lo? 0 que mais desejaria na vida? Tenho pensado muito em sua luta de sacrificado e não me lembro de tê-lo ouvido falar sobre qualquer aspiração. Não se acanhe, papai, mande dizer se o senhor quiser alguma coisa."Lá da cidadezinha das Minas Gerais veio uma carta. Daquele homem religioso, devoto de Nossa Senhora Aparecida, austero, confiando nos seus deveres e trabalhos: o homem que jamais manifestara ao filho o seu desejo de possuir, por exemplo, um carro, ou ter um negócio só seu, ou, no mínimo, de adquirir uma lavadeira automática para desafogar o trabalho da mulher :— "Meu filho, com a graça. de Deus, todos vão com saúde. Não me falta nada. Assim como vivo, vivo bem. Mas se você quiser saber de um desejo que sempre tive fique sabendo agora que toda a vida quis ver o mar. É só isso, meu filho, mais nada."Tão pouco lhe pedia o pai ! Mandou-lhe o filho a passagem, depois de ter escolhido um bom hotelzinho na Tijuca, freqüentado por gente de pequenas posses, mas pessoas escolhidas — só família, enfim. E o velho chegou com a alegria de ver o filho que realizara o que inúmeras gerações de sua gente não haviam conseguido: ter dinheiro sobrando. Vieram as efusões, as lágrimas. O primeiro dia passou, e, logo no segundo, o filho veio buscar o pai:Papai, vista-se que eu vou levá-lo a Copacabana. Está na hora de realizar o desejo."0 velho olhou-o piscando meio trêmulo:— "Hoje, não. Quero visitar a prima Carlota, que mora aqui perto. Amanhã eu vou".Chegou amanhã, e o pai, sempre tremendo e piscando, disse que não se sentia bem para ir a Copacabana. No terceiro e no quarto dias também, afirmou que não podia ir e que queria comprar uma lembrancinha para a mulher e para a filha. Alguns dias decorreram e o grande encontro entre o mineiro e o mar foi sendo protelado. Já, então, o filho estava meio triste com aquela estranha atitude do pai e, afinal, desabafou:— "Parece que o senhor não está querendo mesmo ir ver o mar! Desde que chegou aqui não encontra um dia para realizar aquilo que afirmou ser o único desejo de sua vida!"0 pai chegou a pegar o chapéu, passou a mão no ombro do filho mas estava tão perturbado, que desta vez, realmente, parecia doente.— "Meu pai, o que é que o senhor tem? O que há?" O velho mineiro, de olhos nublados, hesitou. Por fim, largou o peso da verdade de uma vez :— "Acho uma coisa tão maravilhosa poder ir ver o mar que quero entregar a Nossa Senhora o meu sacrifício. Meu filho, não se zangue. Vou voltar hoje mesmo para casa sem ir a Copacabana".— "Mas por que, meu pai? Por quê? Nem Nossa Senhora vai aceitar esse seu sacrifício. Todo mundo vê o mar todo dia. Gente há que nem liga, passa pela praia e nem volta o rosto para ele..."Mas, a essa altura, o velho já ia juntando os seus trens. Nesse mesmo dia voltou para sua cidade das Minas Gerais, levando em sua imaginação a idéia do abismo de assombro que ele jamais encontraria.

terça-feira, 1 de junho de 2010

QUEM SOU EU...

Sou uma sombra sólidaUm caminho que não tem rumoE quando você pensa me achouÉ aí que sumo
Sou as lágrimas da tempestadeCom o choro de trovãoSou quem te nega um olharMas te entrega o coração
Sou mais do que você pensaMas menos do que realmente souSou quem mais acertaPor ser quem mais errou
Sou só, cheio de amigosAcompanhado de solidãoSou o que existe de mais realMas que é feito de ilusão
Sou uma peça nesse jogo da vidaUm leigo que sabe de tudoSou mais uma cara perdidaEm busca de paz nesse mundo.

SORTE SÓ TEM QUEM ACREDITA NELA ( POR FERNANDO MENDES )






Não adianta um pé de coelhoNo bolso traseiroNem mesmo a tal ferraduraSuspensa atrás da portaOu um astral bem maior queO da noite passada,Pois toda sorte tem quemAcredita nelaNão é preciso dizerQue dará recompensaNão faça isso há muitos queGostam de criticarEsperam a sorte sentados sem sairDo lugarMas toda sorte tem quemAcredita nela

Não adianta ir a igreja rezar eFazer tudo erradoVocê quer a frente das coisasOlhando de ladoO céu que te cobre não cobra aLuz da manhãDesperte pra vida, acredite,A sorte é irmã

JUNHO 2010 (FESTAS JUNINAS)