sábado, 25 de setembro de 2010

Os Melhores poemas de Cora Carolina


Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo...
"Poeminha Amoroso"

Cora Coralina

Humildade

Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.”

Cora Coralina

Assim eu vejo a vida

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.

Cora Coralina

Meu Destino.

Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.

Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.

Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.

Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida...

Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.

Esse dia foi marcado
com a pedra branca da cabeça de um peixe.

E, desde então, caminhamos
juntos pela vida...

Cora Coralina

contos de nelson rodrigues

Os noivos

Nelson Rodrigues


Quando Salviano começou a namorar Edila, o pai o chamou:

— Senta, meu filho, senta. Vamos bater um papo.

Ele obedeceu:

— Pronto, papai.

O velho levantou-se. Andou de um lado para outro e senta de novo:

— Quero saber, de ti, o seguinte: esse teu namoro é coisa séria? Pra casar?

Vermelho, respondeu:

— Minhas intenções são boas.

O outro esfrega as mãos.

— Ótimo! Edila é uma moça direita, moça de família. E o que eu não quero para minha filha, não desejo para a filha dos outros. Agora, meu filho, vou te dar um conselho.

Salviano espera. Apesar de adulto, de homem-feito, considerava o pai uma espécie de Bíblia. O velho, que estava sentado, ergue-se; põe a mão no ombro do filho:

— O grande golpe de um namorado, sabe qual é? No duro? — E baixa a voz: — É não tocar na pequena, não tomar certas liberdades, percebeu?
Assombro de Salviano: "Mas, como? Liberdades, como?".

E o pai:

— Por exemplo: o beijo! Se você beija sua namorada a torto e a direito, o que é que acontece? Você enjoa, meu filho. Batata: enjoa! E quando chega o casamento, nem a mulher oferece novidades para o homem, nem o homem para a mulher. A lua-de-mel vai-se por água abaixo. Compreende?

Abismado de tanta sabedoria, admitiu:

— Compreendi.


A SOMBRA PATERNA


Na tarde seguinte, quando se encontrou com a menina, tratou de resumir a conversa da véspera. Terminou, com um verdadeiro grito de alma:

— Muito bacana, o meu pai! Tu não achas?

Edila, também numa impressão profunda, conveio: "Acho”.

— Concordas?

Foi positiva:

— Concordo.

Pouco antes de se despedir, Salviano batia no peito:

— Dizem que ninguém é infalível. Pois eu vou te dizer negócio: meu pai é infalível, percebeu? Infalível, no duro


O BEIJO


Nesse dia, coincidiu que a mãe de Edila também a doutrinasse sobre as possibilidades ameaçadoras de qualquer namoro. E insistiu, com muito empenho, sobre um ponto que considerava importantíssimo:

— Cuidado com o beijo na boca! O perigo é o beijo na boca!

A garota, espantada,protestou

— Ora, mamãe!

E a velha:

— Ora o quê? É isso mesmo! Sem beijo não há nada, está ,.tudo muito bem. OK. E com beijo pode acontecer o diabo. Você é muito menina e talvez não perceba certas coisas. Mas pode ficar certa: tudo que acontece de ruim, entre um homem e uma mulher, começa num beijo!


O IDÍLIO


Foi um namoro tranqüilo, macio, sem impaciências, arrebatamentos. Sob a inspiração paterna, ele planificou o romance, de alto a baixo, sem descurar de nenhum detalhe. Antes de mais nada, houve o seguinte acordo:

— Eu não toco em ti até o dia do casamento.

Edila pergunta:

— E nem me beija?

Enfiou as duas mãos nos bolsos:

— Nem te beijo. OK?

Encarou-o, serena:

— OK.

Dir-se-ia que este assentimento o surpreendeu. Insinua:

— Ou será que você vai sentir falta?

— De quê?

E Salviano, lambendo os beiços:

— Digo falta de beijos e, enfim, de carinho.

Sorriu, segura de si:

— Não. Estou cem por cento com teu pai. Acho que teu pai está com a razão.

Salviano não sabe o que dizer. Edila continua, com o seu jeito tranqüilo:

— Sabe que essas coisas não me interessam muito? Eu acho que não sou como as outras. Sou diferente. Vejo minhas amigas dizerem que beijo é isso, aquilo e aquilo outro. Fico boba! E te digo mais: eu tenho, até, uma certa repugnância. Olha como eu estou arrepiada, olha, só de falar nesse assunto!


O VELHO


Desde menino, Salviano se habituara a prestar contas quase diárias ao pai, de suas idéias, sentimentos e atos. O velho, que se chamava Notário, ouvia e dava os conselhos que cada caso comportava. Durante todo o namoro com Edila, seu Notário esteve, sempre, a par das reações do filho e da futura nora. Salviano, ao terminar as confidências, queria saber: "Que tal, papai?". Seu Notário apanhava um cigarro, acendia-o e dava seu parecer, com uma clarividência que intimidava o rapaz:

— Já vi que essa menina tem o temperamento de uma esposa cem por cento. A esposa deve ser, mal comparando, e sob certos aspectos, um paralelepípedo. Essas mulheres que dão muita importância à matéria não devem casar. A esposa, quanto mais fria, mais acomodada, melhor!

Salviano retransmitia, tanto quanto possível, para a namorada, as reflexões paternas. Edila suspirava: "Teu pai é uma simpatia!". De vez em quando, o rapaz queria esquecer as lições que recebia em casa. Com uma salivação intensa, o olhar rutilante, tentava enlaçar a pequena. Edila, porém, era irredutível; imobilizava-o:

— Quieto!

Ele recuava:

— Tens razão!


CATÁSTROFE


Um dia, porém, o dr. Borborema, que era médico de Edila e família, vai procurar Salviano no emprego. Conversam no corredor. O velhinho foi sumário: "Sua noiva acaba de sair do meu consultório. Para encurtar conversa: ela vai ser mãe!". Salviano recua, sem entender:

— Mãe?!...

E o outro, balançando a cabeça: "Por que é que vocês não esperaram, carambolas? Custava esperar?". Salviano travou-lhe o braço, rilhava os dentes: "De quantos meses?". Resposta: "Três". Dr. Borborema já se despedia: "O negócio, agora, já sabe: é apressar o casamento. Casar antes que dê na vista". Petrificado, deixou o médico ir. No corredor do emprego, apertava a cabeça entre as mãos: "Não é possível! Não pode ser!". Meia hora depois, desembarcava e invadia, alucinado, a casa do pai. Arremessou-se nos braços de seu Notário, aos soluços.

— Edila está nessas e nessas condições, meu pai! — E, num soluço mais,fundo, completa: — E não fui eu! Juro que não fui eu!


MISERICÓRDIA


Foi uma conversa que se alongou por toda uma noite. No seu desespero inicial, ele berrava: "Cínica! Cínica!". E soluçava: "Nunca teve um beijo meu, que sou seu noivo, e vai ter o filho do outro!". O pai, porém, conseguiu, após poucos, aplacá-lo. Sustentou a tese de que todos nós, afinal de contas, somos falíveis e, particularmente, as mulheres: "Elas são de vidro", afirmava. Alta madrugada, o pobre-diabo pergunta: "E eu? Devo fazer o quê?". Justiça se lhe faça - o velho foi magnífico: "Perdoar. Perdoa, meu filho, perdoa!". Quis protestar: "Ela merece um tiro!". Mais que depressa, seu Notário atalha:
— Ela, não, nunca! Ele, sim! Ele merece!

— Quem?

Baixa a voz: "O pai da criança! Esse filho não caiu do céu, de pára-quedas! Há um culpado". Pausa. Os dois se entreolham. Seu Notário segura o filho pelos dois braços:

— Antes de ti, Edila teve um namorado. Deve ter sido ele. Se fosse comigo, eu matava o cara que...

Ergue-se, transfigurado, quase eufórico: "Tem razão, meu pai! O senhor sempre tem razão!".


O INOCENTE


Pôde, assim; desviar da noiva o seu ódio De manhã, passou pela casa de Edila. Com apavorante serenidade, em voz baixa, pediu o nome do culpado. Diante dele, a garota torcia e destorcia as mãos: "Não digo! Tudo, menos isso!". Ele sugeria, desesperado: "Foi o Pimenta?". O Pimenta era o antigo namorado de Edila. Ela dizia: "Não sei, não sei!". Salviano saiu dali certo. Procurou o outro, que conhecia de nome e de vista. Antes que o Pimenta pudesse esboçar um gesto, matou-o, com três tiros, à queima-roupa. E fez mais. Vendo um homem, um semelhante, agonizar aos seus pés, com um olhar de espanto intolerável, ele virou a arma contra si mesmo e estourou os miolos. Mais tarde, desembaraçado o corpo, foi instalada a câmara-ardente na casa paterna. Alta madrugada, havia, na sala, três ou quatro pessoas, além da noiva e de seu Notário. Em dado momento, o velho bate no ombro de Edila e a chama para o corredor. E, lá, ele, sem uma palavra, aperta entre as mãos o rosto da pequena e a beija na boca, com loucura, gana. Quando se desprendem, seu Notário, respirando forte, baixa a voz:

— Foi melhor assim. Ninguém desconfia. Ótimo.

Voltaram para a sala e continuaram o velório.


Com o texto acima, extraído do livro "A vida como ela é...", Companhia das Letras - São Paulo, 1992, pág. 214., o Releituras homenageia seu ator, que no dia 23-08-2002 completaria 90 anos de idade.

Nelson Rodrigues -

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Como se livrar do Telemarketing

Cansado dessas ligações de empresas de telemarketing? Eis aqui 10 meios de aterrorizar a pessoa que está do outro lado da linha.



1) Quando a pessoa lhe perguntar "como vai?" responda: "Estou tão feliz que você esteja me perguntando isso! Hoje em dia ninguém mais se preocupa comigo e preciso tanto conversar com alguém... Minha artrite está me matando e meu cachorro acaba de morrer. O pior, é o meu médico que me disse..."

2) Fale à pessoa para falar MUITO devagar porque você está escrevendo tudo o que ela está dizendo.

3) Quando a pessoa disser: "Bom dia, meu nome é Francisco da empresa X", peça-lhe para soletrar o nome e sobrenome, e o nome da empresa. Faça-o repetir.
Pergunte o endereço, faça soletrar o nome da rua, o CEP. E faça repetir novamente. Peça-lhe o nome do chefe dele, o número do CGC, etc... Faça pausas longas como se você estivesse escrevendo tudo num papel. Continue a fazer perguntas pelo tempo que for necessário.

4) Quando a pessoa se apresentar (ex: "eu sou Júlia"), dê um grito: "Júlia? Oh meu Deus! É você mesma? Faz tanto tempo que não tenho notícias suas! Como é que você foi na faculdade? Você não lembra de mim?"

5) Se uma empresa de telefonia ligar para lhe oferecer descontos nos interurbanos, responda com voz sinistra: 'Não tenho amigos. Ninguém quer ser meu amigo. Ninguém quer falar comigo. Você quer ser meu amigo? Eu poderia ligar para você... Qual é teu número?"

6) Se uma administradora de cartão de crédito ligar para lhe oferecer um cartão, responda que esta oferta caiu do céu, você acabou de pedir concordata e está com um monte de dívidas, seu cheque especial foi cortado e que finalmente você vai poder fazer as compras de supermercado.

7) Diga que você está em liberdade condicional, num programa de reabilitação social para detentos violentos e que você precisa pedir à assistente social a autorização dela.

8) Depois de ter ouvido tudo o que a pessoa tem a dizer, peça-a em casamento, porque você só dá seu número de cartão de crédito a sua esposa.

9) Diga à pessoa: "Nem tente, André, eu já reconheci tua voz! Essa brincadeira é boa, mas agora não tem mais graça. E como vai a tia Joana?". Não importa o que a pessoa lhe disser, repita: "Pára com isso, André, você não percebeu que eu já te reconheci?"

10) Diga à pessoa que você está muito ocupado no momento, mas que lhe dê seu número particular que você irá ligar mais tarde. A pessoa evidentemente não vai querer lhe dar o número. Responda então: "Eu imagino que você não queira ser importunado na sua casa". Eu também não!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Pudim de Chocolate


Rendimento
8 porções

Ingredientes
1 lata(s) de leite condensado
400 ml de leite
3 unidade(s) de ovo
4 colher(es) (sopa) de chocolate em pó
7 colher(es) (sopa) de açúcar
3 colher(es) (sopa) de Água
Modo de preparo
1º Passo - fazer a calda: numa fôrma refratária para pudim coloque o açúcar e a água.

Misture bem e leve ao microondas (na potência alta) até ficar uma calda dourada (mais ou menos 7 minutos).

2º Passo - começando a receita: depois da calda pronta, bata no liquidificador, o leite condensado, o chocolate, o leite e os ovos.

3º Passo - preparando o pudim: despeje lentamente, na forma de pudim onde a calda já vai estar pronta. Leve ao microondas (na potência alta) por 10 minutos.

4º Passo - quase pronto: deixe esfriar e leve à geladeira por 4 horas.

5º Passo - é só servir: desenforme com cuidado.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Frases famosas de Jogadores de Futebol.

"Assinar, ainda não assinei, mas já acertei tudo bocalmente"
Pitico, antigo jogador do Santos, quando inquirido se já havia assinado a renovação do contrato.

“Eu peguei a bola no meio de campo e fui fondo, fui fondo, fui fondo e chutei pro gol”
(Jardel, ex-jogador do Vasco e Grêmio, ao relatar ao repórter o gol que tinha feito)

“A bola ia indo, indo, indo… e iu !!!”
(Paulo Nunes, comentando um gol que marcou quando jogava no Palmeiras)

“Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu”
(Claudiomiro, ex-meia do Internacional-RS, ao chegar em Belém do Pará para disputar uma partida contra o Paysandu pelo Brasileirão de 72)

“Nem que eu tivesse dois pulmões eu alcançava essa bola”
(Bradock, amigo de Romário, reclamando de um passe longo)

“No México que é bom. Lá a gente recebe semanalmente de quinze em quinze dias.”
(Ferreira, ex-ponta esquerda do Santos)

“Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe.”
(Jardel, ex-atacante do Vasco, Grêmio e da Seleção, hoje no Porto de Portugal)

“Clássico é clássico e vice-versa…”
(Jardel)

“Jogador é o Didi que joga como quem chupa laranja…”
(Neném Prancha, ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

“Chegarei de surpresa dia 15, às duas da tarde, vôo 619 da VARIG…”
(Mengálvio, ex-meia do Santos, em telegrama à família quando em excursão à Europa)

“Tanto na minha vida futebolística quanto com a minha vida ser humana…”
(Nunes, ex-atacante do Flamengo, em uma entrevista antes do jogo de despedida do Zico)

“Não venham com problemática que eu tenho a solucionática”
(Dadá Maravilha, ex-jogador e primeiro marqueteiro do nosso futebol)

“Só existem três coisas que param no ar: beija-flor, helicóptero e Dadá”
(O mesmo Dadá Maravilha)

“Eu sempre ia lá no banheiro antes do jogo, na pontinha dos pés, e batia umazinha”
(Dadá, explicando que se masturbava para ficar leve e parar no ar)

“Eu disconcordo com o que você disse”
(Vladimir, ex-meia do Corinthians em uma entrevista à Rádio Record)

“A moto eu vou vender e o rádio eu vou dar pra minha tia.”
(Josimar, ex-lateral direito do Botafogo e da Seleção, ao responder a um repórter o que iria fazer com o Motoradio que ganhou como prêmio por ter sido eleito o melhor jogador da partida)

“Bom, eu não achei nada, mas o meu companheiro ali achou uma correntinha, acho que é de ouro, dá pra ele vender!”
(O mesmo Josimar ao ser perguntado o que ele achou do jogo)

“Nossa Raí, aqui no Japão só tem carro importado!”
(Elivélton, ao chegar para a final do Interclubes)

“Não tem outra, temos que jogar com essa mesma”
(Reinaldo, do Atlético, ao responder a pergunta do repórter se ele ia jogar com aquela chuva)

“Com esse time o Brasil pode fazer até 10 gols nos Camarões”
(Galvão Bueno, se referindo ao time do Brasil quando tinha dois jogadores a mais que o adversário disputando a morte súbita, onde um time só pode marcar apenas um gol)

“Realmente minha cidade é muito facultativa”
(Elivélton, hoje no Inter, ao repórter da Jovem Pan que falava das muitas escolas de ensino superior existentes na cidade natal do jogador)

“A partir de agora meu coração tem uma cor só: rubro negro”
(Fabão, zagueiro baiano, ao chegar para jogar no Flamengo)

“Campeonatinho mixuruco, nem tem segundo turno!”
(Garrincha durante a comemoração da conquista da Copa do Mundo em 58)

“Você viu Didi, o São Cristóvão está de uniforme novo!”
(Garrincha, em 62 no Chile, reparando no uniforme dos ingleses)

“Não foi nada de especial, chutei com o pé que estava mais a mão!”
(João Pinto, jogador do Futebol Clube do Porto, de Portugal)

“O meu clube estava à beira do precipício, mas tomou a decisão correta: deu um passo à frente”
(João Pinto)

“Na Bahia é todo mundo muito simpático. É um povo muito hospitalar”
(Zanata, baiano, ex-lateral do Fluminense, ao comentar sobre a hospitalidade do povo baiano)

“Ô moça, serve só pro pessoal do Sport senão vai sair caro…”
(atacante do Sport Recife que não lembramos o nome, ao saber por um companheiro que a comida do avião era paga)

“Eu fui todo embucetado para pegar aquela bola!”
(o são-paulino Terto, comentando determinado lance no primeiro tempo do jogo)

“Pô, eu queria me desculpar aos ouvintes pelas palavras que usei durante o intervalo. Mas queria deixar claro que usei ‘embucetado’ no bom sentido…”
(o mesmo Terto, no final da partida, justificando aos horrorizados e pudicos ouvintes a natureza da sua explanação)

“É tudo muito simples, uma situação que pode ser resumida em duas palavras: A-ZAR”
(Marinho Chagas, titular da Seleção na Copa da Alemanha, em 74)

“Mas pô, seu juiz, juro que o gol foi legível. Legível!”
(Luciano, da Portuguesa Santista, questionando a atitude de um fiscal de linha, que levantara a bandeira impedindo o seu gol salvador)

“Não, acho que o meu estado não inspira gravidez, não…”
(Nunes, grande centroavante do Flamengo, teve que sair do gramado de maca. O repórter se aproxima e pergunta se a contusão é grave)

“Não, claro, como você sabe o Santa vem vindo numa embalagem bárbara!”
(Enágio, do Santa Cruz, quando o repórter perguntou se o time estava finalmente embalado para seguir firme no Brasileirão)

“Pô, isso aqui até parece um cardume de abelhas…”
(Edson Ampola, jogador do Santos, vendo Pelé naufragado num mar de crianças a pedir autógrafos)

“Se eleito, prometo apedrejar todas as ruas da cidade…”
(Mingão, volante do Noroeste de Bauru, quando se candidatou a vereador)

“Pôxa… tenho que comprar barbatanas…”
(Dedéu, ponta direita que andou por diversos clubes, em uma de suas viagens, ao verificar que havia esquecido de colocar as abotoaduras)

“Os jogos do Santos no Campeonato Nacional, serão realizados na Vila Belmiro, desde que nosso campo tenha boas condições físicas…”
(Modesto Roma, antigo diretor do Santos)

“Afastei o Alexandre, porque resolvi privatizar a disciplina”
(Joel Santana, quando era técnico do Botafogo)

“O Levir me colocou, porque sou mais motivacional”
(Alvaro, zagueiro do São Paulo, comentando sobre porque Levir Culpi teria substituído Rogério Pinheiro por ele)

“Estou de regime, e o doutor me proibiu de comer bicarbonato.”
(Fábio Baiano, explicando por que não comeu macarronada no almoço)

“O juiz deverá adiar a partida para depois…”
(Galvão Bueno, antes do amistoso entre Brasil e Inglaterra, durante a falha na iluminação de Wembley)

“Acho que é o que vai no carro da frente…”
(o folclórico goleiro Manga, passando um cortejo fúnebre imenso e um transeunte perguntou quem era o famoso falecido)

“Graças à Deus não vi meu filho ainda, mas vou ver.”
(Valdson, do Flamengo, após o jogo em 17/07/2002, perguntado por uma emissora de rádio, sobre o nascimento de seu filho)

“Assinar, ainda não assinei, mas já acertei tudo bocalmente.”
(Pitico, que jogou no Santos lá pelos anos 70, após acertar a renovação do contrato)

“Eu to debilitado, a tarde toda eu tive caganeira, cagando pura água. Falei pro professor que não dá, porque eu to tremendo.”
(Marcinho, jogador do Grêmio, explicando por que o time perdeu o primeiro jogo contra o Bahia na Copa do Brasil)

“Só não vale dar o c*, o resto vale tudo!”
(Gil, atacante do Cruzeiro, respondendo ao repórter de uma rádio católica se vale tudo para comemorar o título de Campeão Mineiro, até o torcedor invadir o campo e tirar a roupa do jogador)

“Vou guardar na minha sala de troféis.”
(Kaká, o único lado reto do “quadrado mágico”, referindo-se ao prêmio da FIFA de melhor jogador em campo)

“Temos que subir sete degrais. O primeiro já subimos.”
(Cafu, para quem a escalada para o hexa não poupa nem a gramática)

“O que aconteceu aqui é caso de Polícia Federal, de FMI, voltar pênalti porque torcida está gritando é brincadeira”.
(Dimba, atacante do Brasiliense, cometendo gafe terrível após derrota no Maracanã para o Fluminense)

Estavam na concentração do Flamengo Jamir e Fábio Baiano. Fábio Baiano, lendo a revista CARAS, falou:
- p**** Jamir, este cara é muito rico mesmo, olhe a casa dele.
- Você não conhece? Este é o Abílio Diniz, dono do Pão de Açúcar.
Então o Fábio Baiano arremata:
- Não sabia que estes bondinhos davam tanto dinheiro!!!

Osvaldo Brandão, um dos grandes técnicos do futebol brasileiro, sempre foi avesso a entrevistas. Certa feita, um “inteligente” repórter perguntou:
- Seu Osvaldo, como vai jogar o Corinthians?
Brandão respondeu “na lata”:
- Ora, com calções, camisas e chuteiras…

O melhor de todos: o finado, inigualável e insuperável Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians. As pérolas dele são tão boas, que têm comentários até hoje. Dizem até que viraram tema de tese nas universidades e os estudantes do léxico se debruçam sobre jornais antigos tentando fazer a análise morfológica de todas elas, tamanha a riqueza e a criatividade com que foram elaboradas.

“Quem entra na chuva é pra se queimar”
“Quero mesblar jovens e velhos da diretoria”
“O maior general da França é o General Eletric” (ao responder uma pergunta dos franceses que queriam comprar Sócrates)
“O Sócrates é invendável, inegociável e imprestável” (ao recusar a oferta dos franceses)
“Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático”
“O difícil, como vocês sabem, não é fácil”
“De gole em gole a galinha enche o papo”
“Não veio o Falcão, mas comprei o Lero-lero” (referindo-se ao jogador Biro-biro)
“Peço aos corinthianos que compareçam às urnas para naufragar nossa chapa”
“Haja o que hajar, o Corinthians vai ser campeão”
“Depois da tempestade, vem a ambulância”
“Vamos dar uma anestesia geral nos sócios com mensalidades atrasadas” (ao sugerir anistia aos devedores)
“Contribuo porque também tive uma infantibilidade pobre” (em uma campanha para crianças carentes)
“Minha gestação foi a melhor que o Corinthians já teve” (ao comentar sobre sua gestão)
“Como essa cidade é cheia de out-dog!” (referindo-se aos outdoors)
E a campeã de todas: “Esse problema é uma faca de dois legumes”